Domingo, Janeiro 23

A percepção de um forasteiro na Periferia do Rio de Janeiro PARTE 1

Na minha cabeça a minha mãe era a personagem Jo Penteado, interpretada pela Christiane Torloni, da Novela A Gata Comeu, ou a Regina Duarte em Malu Mulher, ou a personagem Tancinha de Sassaricando, que ela diz só não ter aceitado o papel oferecido pelo Boni, porque não poderia sair do Rio durante um ano e assim não poderia nos ver, essa história foi tão estranha, quanto a do atropelamento, que ela conta que sofreu, justo no dia em que ela havia tirado o dinheiro do banco para comprar o meu prometido vídeo game Atari. Que foi o meu falecido pai que acabou me dando depois.
Lembro que a primeira vez que vim para o Rio, eu estava desempregado e vim passar um tempo com a minha mãe que morava numa vila, na 18 do forte em São Gonçalo, achei um pouco estranho, porque minha mãe sempre gritava aos quatro ventos que morava no Rio, e quando cheguei e vi, aquilo não exatamente o cartão postal que eu assistia nas novelas da televisão, mas ao mesmo tempo era muito familiar a casa da Cohab que eu morava com meu pai no Estado de Santa Catarina.
A vila em São Gonçalo, eram casinhas quase que coladas uma na outra. Antes da crise, da separação dos meus pais, a gente morava numa casa simples, porém perto da orla de Balneário de Camboriú em SC.
E eu achava normal e imaginava que todo mundo tinha uma moradia assim, uma casa de varanda com quintalzao. Babá. Café da manha com direito a suquinho de laranja, pão quentinho com frios, frutas e bolos. Início dos anos 80 e nem sabia que o Brasil estava em plena ditadura militar. Meu avo, nunca me explicaram direito, mas acho que ele era um tipo de médico legista, porque tinha fotos dele ao lado de cadáveres.
Minha mãe não era exatamente a mãe exemplar, talvez por isso me sentia mais seguro com meu pai, embora nessa época gostasse mais dela, ela era linda, saía para dançar sozinha, no sábado a noite, (meu pai estava viajando, ficávamos com a babá, acho que o casamento já não ia bem,) ou ela ia pro cantão da praia com os amigos, ela nunca gostou de beber mas na época, todos seus amigos adoravam um cigarrinho do capeta. Nessa época que ela conheceu meu padrasto, negro e carioca, ela diz que ele a libertou dos “vícios”, em troca ela, bem dizer arranca-o dos braços da sogra dela e termina de criá-lo, pois ele tinha só 16...
E meu pai terminou de nos criar, a mim e a minha irma de 6 e 7.
Meu padrasto é legal, pasmem-se ele está junto com minha até hoje. O irmão dele era surfista, e uma vez brigamos e o xinguei: - Cachorro! Lembro que queria gritar: - preto! Como se isso fosse um defeito, tamanho era preconceito intrínseco a mim, ele que me ensinou a surfar.
Meu pai de um jipe que tinha, na época que eu nem era nascido, agora, já metade dos anos 90, tinha um fusca 65, depois um Fiat Oggi sei lá de que ano. Nunca me liguei em carros. A ponto de entrar num de carona e quando descer, é que eu vou lembrar que marca, e tipo e cor. Deve ser do ar que eu aspirei nas conversas embaladas de mamae na praia.
Mas gostava das miniaturas Rei, “carrinho de ferro” que ganhava de meu pai, com o luxo de poder escolher os modelos por um mini catálogo que acompanhava cada um, ao todo ganhei 4.
Meu velho havia sido contemplado em 1984, por um plano de habitação popular. Da orla, passamos a morar na Cohab São Vicente, Rua Palhoça no bairro chamado Rio Bonito, na cidade vizinha, Itajaí. Haviam três tamanhos de casas, elas eram de alvenaria, caiadas de branco com as janelas pintadas de marrom: as pequenas, azuis: as médias e verde: as grandes ou vice-versa. A nossa era média, só que as mensalidades eram todas muito baixas. Meu pai casou-se de novo em 1990. Ele merecia ser feliz também 17 anos, antes de perder tudo em 2007 e de ter falecido de câncer na bexiga. Em 94 foi a vez da minha Irma. Se casar.
Voltemos a Sao Gonçalo. Eu com 19 anos, reconhecendo um Rio de Janeiro periférico que achava que nem existia nos meus mapas, com pessoas simples, como eu. Com pessoas bronzeadas mostrando seu valor, sim porque na minha cidade eu nao via negros e negras tão lindos assim, quando tinha gente de cor elas tentavam se embranquecer nas atitudes e nos cabelos, ou eram olhadas atravessadas mesmo, como se sentissem-se culpados por não herdarem as feições anglo saxônicas das fadas e “Xuxas” e das representações dos “Jesuses” nas folhinhas, imagens a que somos submetidos desde sempre, no caso de algumas cidades do sul, além disso, só há loros e loras de olhos azuis em todo lugar, como se fosse um erro ser diferente. Eu por exemplo, sou um erro, um japa meio sensível, que vai nascer em Blumenau, cidade alemã, da Oktoberfest, e vem parar no Rio de Janeiro, com muitos sonhos na bagagem.
Em São Gonçalo, no Mutuá, Trindade, adorava a praça do Rodo, fiz amigos, como o Mokoshock, que fazia umas iradas e ria, ele achava manero os meus passos improvisados de break dance, e realmente eram, eu minha Irma e mais duas colegas, fizemos até coreografia do Michael Jackson, ;que eu adorava! para apresentar na escola, na época do álbum Bad, meu padrasto que havia se formado técnico de eletrônica curtia MJ, Barry White, Dione Wharwick, Donna Summer e eu ouvia desde a infância muita Black music por tabela. Fui passear com minha mãe e sozinho em Niterói, Campo de São Bento, Forte de Santa Cruz, o Plaza Shopping, a praça do Índio de Araribóia, tinha um centro cultural, expus minha vontade de expor meus desenhos, que uma vez expus nas areias de Copa e minha mãe fotografou, me sentia muito artista e minha mãe me incentivava.

Voltando ao terraço da 18 do forte, onde minha mãe morava e também era a S.O.S eletrônica, do meu adrasto, uma vez assisti um dos últimos shows dos Mamonas, no Clube Mauá, de cima dum terraço, e quase me queimei com o Bombril que acendi, para chamar atenção deles, para que eles me vissem, acho que não deu certo.
Fui ao meu primeiro baile funk, terraço Hollywood, ainda lembro - MC Cebola, até pouco tempo, guardava ainda o flyer da festa. Me aventurava, às vezes sozinho pra conhecer praias, como a da Luz, Adao e Eva, Camboinhas, e as minhas preferidas até hoje, que só fui uma vez e que nunca mais voltei, porque? Será que estou me castigando? Piratininga e dunas de Itaipú, também nunca entrei ainda no museu de Arte Contemporanea de Niterói. Lembro do Bay Market, onde vi dois meninos, cantando, parecia, por que não tinham peitos, depois descobri que eram meninas Pepe e Nenem. Ouvia muito pagode, pra dormir a noite nas rádios, e sentia que as pessoas realmente viviam aquilo, tava na pele, Só pra Contrariar, Soweto. E eu já estava apaixonado pela perifa e não sabia.
Lembranças boas, ganhei meu primeiro concurso de quadrinhos pela prefeitura de São Gonçalo, e também ilustrei uma série de duas matérias sobre contrabando de órgaos pro Nosso Jornal de São Gonçalo por dez reais cada.
Nas minhas andanças para o centro do Rio, tudo me surpreendia a começar o numero de pessoas, ainda não ligava um lugar ao outro e ficava mais nas imediações da praça xv, antigo museu da imagem e do som, onde uma vez vi um quadro feito a caneta bic vermelha e azul , desenho de uma grávida em várias posições que me emocionou, ao ouvir A música Voce é linda do Caetano Veloso, que eu já curtia, era a exposiçao 80 artistas interpretando Caetano com suas obras, 80 musicas dele, – você é linda a sala de cinema no paço imperial, onde assisti o Oposto do Sexo com Cristina Ricci.
Uma vez quis ir para Jacarepaguá de onibus para comprovar a música que cita: Jacarepaguá é longe pra caramba, boate 1140 e era mesmo, beijei alguém naquela noite que era a cara de uma estrela de novela, quando a vi 4 depois, fraco de bebida e de substancias que sou, pensei que devia ter bebido um pouco naquela noite pra achar isso. Fui pra Copa passar o Reveilon de 94 pra 95 sozinho, ficaria no apto do pai da dona Fátima, vizinha evangélica da minha mae, que era mãe do Mokoshock e nessa época já começava a corrompe-la, minha mãe que de uma ex-hipponga transgressora, siliconada sexy, cuja melhor amiga no início do anos 80 era uma travesti de nome Gretchem, começa a passar a ser uma madalena arrependida, chorando suas pitangas e lamúrias a ponto de às vezes eu ter que sair de perto por não ter paciência de ouvir as mazelas desimportantes de uma crente caretona, sendo que a vida é muito mais louca, e por isso menos culpada e mais interessante.
Depois de quase um ano... Quando votei pro sul, o desenho me levou a uma agencia de publicidade, onde fui feliz durante alguns anos, nas férias lembro que voltei Rio em 98, 2003 e 2005.
A cada volta, a vontade de ficar mais um instante, amores de verão . “

Cariocas são bonitos, cariocas são sacanas, cariocas são bacanas, cariocas são dourados”...
E em 2005 conheci a Lapa e tomei um choque de cultura. Comecei a nutrir a possibilidade de morar um dia no meio daquele turbilhão, mas nem sabia como, miha vida estava meio conturbada após meu pai morrer e eu ser demitido da TV onde fui editor por vários anos. Não tive dúvida. Não queria fazer como meu pai, embora ele foi a pessoa mais honrada e honesta que conheci (eu só não entendia a sua frase de que o homem nunca deve deixar de por um cinto, ele dizia), e junto com minha mãe me ensinaram princípios, não pegar uma moeda se não for sua. Por isso já fui zoado muitas vezes, sofri chacota, e fui chamado de troxa por colegas por devolver a cantina da escola,troco dado a mais, por exemplo. Ele vendia livro jurídicos, embora era um ótimo artista desenhista. Talvez para terminar de nos criar, ele nunca foi atrás dos seus sonhos.
Já eu, Menino Maluquinho, me desfiz de tudo, acredito na minha vocação, então doei minha roupas, meus eletro eletrônicos, discos DVD muito barato vendi minha Bizz a um grande amigo, bicicleta 18 marchas, vídeo games, tudo que havia adquirido honestamente com muito esforço e trabalho duro. Um exercício de desapego, que estava exercitando, uma vez vi o Miguel Falabella, falar que fez isso, numa entrevista, isso não me saiu da cabeça até eu poder fazer também, tem sido um exercício constante na minha vida. Estava confortável, ficar lá. Mas eu queria esquecer uma paixonite, e principalmente obedecer a um chamamento. Não me arrependo, esses anos tem sido muito ricos de aprendizagem pro caminho artístico que escolhi seguir estudando, o Teatro.
Pois é, em 2008, cheguei com o seguro desemprego, E quando desci da rodoviária peguei um táxi, pensando em me hospedar em Copa, quando desci vi que era totalmente inviável. Tentei ligar para vários amigos virtuais, Globais, de Leblons e afins.
Quem me estendeu a Mao? Até ali ele era apenas um virtual amigo que eu havia add no Orkut em 2005, O Gabeh um puta cara talentoso, canta fados! Divertido, humano, principalmente se mostrou muito gente boa... ele diz ninguém é perfeito referindo-se a ser ex-BBB. Mas bate no peito com orgulho por ser SUBURBANO sim, e também negro, gay assumido, e não tem problema nenhum com seu excesso de gostosura! De madrugada, ele me orientou por telefone a e pegar de Copacabana, o ônibus que me levaria até um lugar chamado Engenheiro Leal, perto dum lugar de nome engraçado, Cascadura. Fiquei um final de semana na casa do meu amigo ex-BBB que é até hoje literalmente um Big brother para mim. Seus pais haviam viajado, por isso coube mais um. A casa era bem, pequena, ele os irmãos e os pais morarem. Mas havia muito amor naquela casa!!! Para ir a escola de música onde ele lecionava, tinhamos que pegar tipo um trem mais ônibus +um metro. Dois dias depois, ele me orientou e eu fiquei no Hotel Carioca, por dois dias.
Circulamos no Restaurante Massape da Gomes Freire, e me apresenta o melhor pudim de leite do Rio, come churrasquinho em Cascadura, tira fotos no Norte Shopping, ou vamos num aniversário estranho com gente esquisita no 00 na Gávea, rindo das poses de pessoas que se acham só por dormirem e cagarem numa parte do mapa, quando na verdade o território é de livre circulação de todos, ou seja é nosso, é meu também ou não é nosso é de todos é de ninguém.

Terça-feira, Novembro 23


Get a Voki now!

Terça-feira, Novembro 2

RESPIRAÇAO, MEDITAÇAO E MANTRAS

ALONGAMENTO COM MANTRAS
com o instrutor xamanístico Tetsuo Takita
ingresso contribuiçao voluntária: pode ser
1 kg de alimento nao perecível, frutas ou qualquer coisa espontanea

DOMINGO 14 de novembro de 2010
9:30 DA MANHA ATÉ AS 11:00
NA PRAÇA DA CRUZ VERMELHA CENTRO DO RJ
http://www.viradaoesportivo.com.br

TRAGA SUA ÁGUA, UMA OU MAIS FRUTAS, TOLHA OU PANO PARA SENTAR, TOLHA DE ROSTO E UM INCENSO. ROUPAS LEVES E PROTETOR SOLAR.
SE TIVER SEU CELULAR COM BLUETOOTH, PASSAREI AS MÚSICAS PARA OUVIREM NOS SEUS FONES DE OUVIDO
VAMOS RESPIRAR, ALONGAR E RECITANDO MANTRAS BÁSICOS ENTRAR EM HARMONIA COM O KOSMOS
Vivência prática de respiração, meditação e cânticos de mantras com o objetivo de desacelerar e entrar em contato mais profundo com o que é verdadeiro em seu Ser.

A Respiração funciona como âncora de conexão com a realidade, elemento fundamental de integração entre
corpo-mente-emoções e espiritualidade.

A Meditação desenvolve gradativamente a “consciência de presença”, onde a mente funciona como um instrumento em criar opções e não mais como a força motriz do viver.

Os mantras são sons de poder criados pelos grandes mestres iluminados, com o intuito devocional e aquitamento das flutações da mente através das repetições das palavras.

A origem dos mantras está nos textos sagrados da Índia (os Vedas).

A intenção é desenvolver uma conexão mais profunda com a Yoga devocional: Bhakti Yoga

A prática em grupo permite uma integração e percepção interessante entre o a realidade “Interna” e a realidade “externa”. A base e estrutura do curso são conceituados na psicologia budista.

A proposta é desmistificar a meditação como algo inacessível e trazê-la para o dia-a-dia, percebendo-a como uma prática simples e natural do viver!

Benefícios: Melhor discernimento nas escolhas, consciência ampliada do viver,melhora das relações no dia a dia, desenvolvimento de criatividade, serenidade e paz interior.

Obs.: Não é necessário alguma vivência prévia em meditação

“Quando voce começa a meditar, começa a ver os milagres. Depois de um tempo, voce percebe que está criando os milagres. Por fim, você entende que a vida é um milagre”
Deepak Chopra

psíquicos são os centros de energia do nosso corpo. São os tradutores de nossas memórias pretéritas. Mantendo-os equilibrados, conquistamos maior resistência contra enfermidades e uma perfeita harmonia mental e emocional. Esse Mantra deve ser pronunciado pela manhã 8 vezes.

LAM VAM RAM YAM HAM OM AUM

Lam – Equilibra o chacra básico.

Vam - Equilibra o chacra umbilical

Ram - Equilibra o chacra do Plexo solar

Yam - Equilibra o chacra cardíaco

Ham - Equilibra o chacra laríngeo

Om - Equilibra o chacra do plexo frontal

AUM - Equilibra o chacra coronário

Segundo as sagradas tradições filosóficas e religiosas da Índia, existem diversos importantes mantras. No entanto, Soham é considerado por muitos sábios (rishis), yogues, grandes mestres (mahagurus) e vaidyas (médicos ayurvédicos) como sendo o verdadeiro, o melhor e o mais elevado de todos os mantras. Tal mantra sânscrito relaciona-se com o som interior do próprio corpo humano, ou, mais precisamente, com a própria respiração. Por causa disso, e pelo seu profundo significado, é considerado o mantra supremo e universal.
SO HAM - Soham pránáyámá foi um dos primeiros ensinamentos que meu acharya (preceptor) me havia ensinado. “So” significa “aquele” ou “ele”, e “Ham” = “eu sou”. “Soham”, “aquele que eu sou”, “eu sou o que sou”, “eu sou a suprema realidade”, “eu sou aquele que habita o meu interior” e “o ser supremo é o meu ser”.

Alguns mestres afirmam que, somente por intermédio desse mantra, o praticante pode conduzir a sua consciência através do Sushumna nadi (fino canal de energia, de luz branca, nasce na base da coluna vertebral, no Muladhara-chakra, e segue, passando pela medula espinhal, até o topo da cabeça, onde termina no Sahasrara-chakra). Quando isso ocorre, durante uma profunda concentração e meditação, ouve-se a mais bela de todas as canções, o som interior do “Ser”.

É muito interessante a experiência de direcionar a consciência através de Sushumna nadi, mediante uma profunda concentração, e de meditar com esse poderoso mantra. Tal exercício estimula energeticamente os sete grandes centros psicoenergéticos ou chakras localizados ao longo da coluna vertebral. É através de Sushumna que deve ascender a kundalini (“poder” que se encontra latente no chakra da base da coluna vertebral) até o Sahasrara-chakra. O despertar desse “poder” é o objetivo maior do Hatha-Yoga e do Trantrismo.

Técnica de meditação

Fase I – Num lugar tranquilo, sobre uma esteira, adote uma posição sentada com as pernas cruzadas em que tenha domínio, mantenha a coluna vertebral alinhada, preservando a curvatura natural da coluna lombar. Feche os olhos e volte a atenção para o interior. Concentre-se na respiração e procure acalmá-la, assim como a mente, respirando de forma lenta, suave e profunda, prolongando a entrada e a saída do ar dos pulmões, e relaxe todo o corpo, removendo as tensões.

Fase II – Realize a respiração completa (Prana Kriya Pránáyámá). Ao inspirar, de forma lenta e profunda, direcione o ar para a base dos pulmões, movendo, naturalmente, o abdômen para fora e, ao expirar, para dentro.

Fase III – Durante toda a inspiração, mentalize o mantra “So”, movendo a atenção ou a consciência através do canal Sushumna, ao longo da medula espinhal, do Muladhara-Chakra, situado na base da coluna vertebral até o topo da cabeça, região do Sahasrara-Chakra. Durante toda a expiração, mentalize o mantra “Ham”, movendo a consciência através de Sushumna, do Sahasrara-Chakra, no alto da cabeça até o Muladhara-Chakra, no cóccix. Nenhuma outra ideia ou pensamento deve ocupar a mente.

Dependendo da capacidade de concentração e respiratória de cada praticante, quarenta repetições desse mantra equivalem, aproximadamente, a 6 minutos. Já 108 repetições, correspondem a uma volta no japamala e, aproximadamente, a 16 minutos.

O termo sânscrito “japamala” é composto de duas palavras e significa: “japa” = “repetição” e “mala” = “cordão ou colar”. É um objeto de devoção espiritual que pertence a uma antiga tradição na Índia. Utilizado como um marcador para auxiliar na repetição mental ou verbal de orações e mantras, tem o objetivo de conduzir o praticante a um estado profundo de concentração (dhárana) e mais elevado de consciência. A repetição verbal pode ser na forma de murmúrio sem movimentar os lábios e/ou em voz alta.

No Hinduísmo e no Budismo, o japamala é composto de 108 contas, sendo uma conta de maior tamanho, representando a divindade (o absoluto), ao redor da qual giram as 108 distintas manifestações, retornos ou encarnações.

Quinta-feira, Setembro 2

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"e-AUTOFICÇAO BIOGRAFADA" por telly junior

APALPE! INTERAJA! SAIBA + conversando COM OS PROTAGONISTAS PELOS SEUS E-MAILS REAIS tellj@zipmail.com.br e lucianom2002@gmail.com


Antes de Tudo uma estória de Amor! Eles estao a disposiçao para falar sobre a dor e a delícia de se ser o que é´. Mas atençao esta é uma obra de ficçao livremente inspirada numa estória real qualquer semelhança com nomes, fatos, pessoas, lugares ou acontecimentos terá sido mera coincidencia

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e-cineclube mob - é E pq pode ser exibido da net, é MOB pq faz pensar, mobilizar e é móvel. Curadoria de Tetsuo Takita. Em homenagem ao Sel, Anselmo Carneiro Almeida Vasconcelos (Rio de Janeiro, 1° de dezembro de 1953) é um ator brasileiro de cinema, teatro e televisão. Talentosíssimo e dinamizador da inteligencia coletiva, já participou de mais de cinquenta filmes.

"Mal do urubu é pensar que o boi tá morto." - revisitado



O meu futuro ainda é 85, eu assistindo a novela “A Gata Comeu” na abertura um gato preto e branco aparece o tempo todo e uma batida frenética o tempo todo .
Desperto, olho o celular 2010/31/7 8:03AM, desligo... Um rosto nordestino... Não gosto de ir de sandálias Havaianas, é popular mas molha o pé por baixo... Descendo, a rua com cheiro de mijo pelos cantos, pocinhas de água ou mijo, desenhos na calçada ilógicos formados pelas pedrinhas, calçadas tortas por ser cidade velha.
Olho para cima prédios do início do século passado, andando a luz do Sol cega meus olhos ninguém olha pra cima para observar a beleza de detalhes perdidos no tempo e na velocidade dos carros ônibus e vidas...
Acordo, olho no Holo Skype 2020/31/7 8:03AM, desligo me ligo aquele rosto miserável nordestino...
Bocejo me espreguiço. Saio. Pombas às vezes até mortas muitos botecos, becos sujos e mal iluminados, às vezes ratos, bichos escrotos, baratas, fios antigos dos postes. Adoro essa beleza! Gente preta e pobre andarilhos brancos barbudos turistas sujos ébrios e loucos. Adoráveis vagabundos. Um com uma maça mão deve ter roubado, que não teria 50 Nuckelz para pagar por essa raridade alimentícia e que não sofreu má transgenia.
Crianças pedintes levando socos de burguesinhos vazios, cheios e latas de cerveja vazias e amassadas. Um deles calça uma Havaianas Air Pod, símbolo do Pós-Capitalismo uns 2.500 Nuckelz , vem-me logo a imagem eu em 85 com vergonha de usar Havaianas na escola.
Desço os subterrâneos Cinelandia outro mundo pantanoso cheio de árvores, onde existia o metro várias portinhas, onde em cada entrada é um ritmo diferente. Pessoas e luzes de neon quebradas sons de forró-techno, funk-sertanejo, samba-mix ou axé-classic. Polícia coçando e todas as tribos. Na escuridão do trilho após as árvores lismosas homens engravatados, alguns com olheiras, insones, a maioria vítima como eu de depressão pós-petróleo, arruinados tentando manter uma aparência limpa mesmo praticamente não havendo mais água nem para eu tomar, é... Ah! Esta parte do Rio já está bem abaixo do nível do oceano, só não está embaixo d´água vocês sabem as grandes barreiras ninguém sabe até quando agüentarão, bem, eles se revezam violando a proibição de contato físico pela Pandemia do HIV 5 fulminante aeróbico, tiram suas máscaras expondo escaras... Fazendo vorazmente vegetalfagia uns nos outros. 3 anos após perder Etiène, estou eu aqui novamente triste com a verdura na boca de um desconhecido de aliança no dedo. Termino... Há sangue nela e na boca do cara.
Não estou mais aqui, sinto o gosto na boca o sangue é o meu. Estou caído no centro da boemia do universo! Agora entendo. Um laser perdido da polícia me traspassou, um paraíba com jeito estranho me olha fixo pega meu Holo Skype data e hora somem, ele finge enxotar um gato preto e branco que lambe o meu sangue freneticamente.
Paro de respirar não vejo mais nada, só o desenho da praça de cima, os arcos onde passa a muralha d´água e homens em farrapos.

Terça-feira, Agosto 24

Invente Sua Mobnovela Futurista da Periferia

 

Por Tetsuo Takita

(Livre para todas as idades)

Apresentaçao

Muito do que hoje existe foi antes sonhado através de imagens e visões de futuro , mas as visões de futuro atuais são tenebrosas e deseperançadas, O Movimento Internacional Crie Futuros existe para gerar futuros desejáveis – idéias/semente que possam alimentar o imaginário, mobilizar para ação, inspirar  inovação e identificar oportunidades.

Através de Minicontos, microcontos ou nanonscontos criaremos nossas mobnovelas. Porque? São peças literárias curtas, diferente do que seria, apenas um conto pequeno. Nas micronarrativas, mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de preencher com sua imaginação as elipses e interpretar a história que se insinua por trás do que foi escrito.

Dos objetivos

Os microcontos podem ser uma excelente porta de entrada para as pessoas começarem a escrever, libertando uma criatividade tímida ou ainda deconhecida.

Vc pode até passar e espalhar sua Mobnovela futurista sobre a Periferia por Bluetooth para o celular dos seus amigos. A idéia é essa!! Mostrar que sua realidade positiva inventada é possível.

Dos Mateirais

1.Levarei o laptop e filmadora profissional Panasonic gs 180 para documentar e como suporte

2.revistas papel canetinhas e canetoes, tesoura para recortar figuras.

3.(Se tiver um projetor e aparelho de som para tocar hap e afins, e um lanchinho pro final será muito bom!!!

4. Se o participante possuir: ele deverá levar o seu celular pessoal. Que fotografe (qualquer modelo)

Cronograma

Primeira Hora =(10+10+40)

a.Pequena introdução Noção de blog. Porque te-lo? E da facilidade de faze-lo. Apresentação de exemplos como Twitter. Explicaçao que HQ Também é uma novela gráfica. 10 minutos

b.Dinâmica proposta para o grupo (será dada uma gostosa performance de teatro para a galera se soltar). 10 minutos

c.Prática proposta para o grupo o participante (individualmente ou em grupo) INVENTARÀ o Personagem e sua função para um futuro saudável. 40 minutos

OBS.: Importante mostrar a teatralidade da vida em nós mesmos e ONDE é o universo do seu personagem na periferia, onde ele tá inserido.

Segunda Hora =(10+50)

a. Pequena introdução O que é o MINICONTO (Haikais)? 10 minutos

b.Prática proposta para grupo Descriçao da ação através da estruturaçao do Mini-conto (podem ser só textos, textos expressivos c/ imagens o ou só imagens – criação das imagens:desenhos, ou fotos dos participantes como personagens. Importante é a sequencia narrativa). 50 minutos

OBS.: o modo como essa ação será realizada é o COMO estético e afeta o resultado.

Terceira Hora =(40+20)

a. Montagem da Mininovela futurista sobre a Periferia com os celulares dos participantes através das imagens e textos escolhidas por eles mesmos. 40 minutos

b. Partilhamento das mobnovelas 20 minutos

Final se houver lanchinho caprichado afunal a galera merece!!!

(coffe break)

OBS.: O resultado dessas experiências será postado no blog

www.ttakita.wordpress.com (personagem de mim mesmo – em breve as webnovelas futuristas da periferia criadas)

Algumas mobnovelas de tetsuo takita:

506-327 sci fi

http://www.minutefestival.com/festivaldominuto/index.php?page=videos&section=view&vid_id=17207

sonho de menino

http://www.minutefestival.com/festivaldominuto/index.php?page=videos&section=view&vid_id=17328

Louise, um sonho:

http://www.greennationfest.com.br/pt/obra/232/tetsuo/louise-um-sonho

Vento

http://www.minutefestival.com/festivaldominuto/index.php?page=videos&section=view&vid_id=17372

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Biblio da periferia de Penha - RJ

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http://criefuturos.com/index.php?title=Futuros/Antrop%C3%B3logo_Cultural

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com Michel Gondry na criaçao de uma mob novela 2009 – CCBB

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Formatura oficina de elenco 5x favela

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Capturando imagens pra mobnovela 506-327 sci fi 2008

Segunda-feira, Agosto 23

“Mal do urubu é pensar que o boi tá morto.” - revisitado

 

O meu futuro ainda é 85, eu assistindo a novela “A Gata Comeu” na abertura um gato preto e branco aparece o tempo todo e uma batida frenética o tempo todo .

Desperto, olho o celular 2010/31/7 8:03AM, desligo... Um rosto nordestino... Não gosto de ir de sandálias Havaianas, é popular mas molha o pé por baixo... Descendo, a rua com cheiro de mijo pelos cantos, pocinhas de água ou mijo, desenhos na calçada ilógicos formados pelas pedrinhas, calçadas tortas por ser cidade velha.

Olho para cima prédios do início do século passado, andando a luz do Sol cega meus olhos ninguém olha pra cima para observar a beleza de detalhes perdidos no tempo e na velocidade dos carros ônibus e vidas...

Acordo, olho no Holo Skype 2020/31/7 8:03AM, desligo me ligo aquele rosto miserável nordestino...

Bocejo me espreguiço. Saio. Pombas às vezes até mortas muitos botecos, becos sujos e mal iluminados, às vezes ratos, bichos escrotos, baratas, fios antigos dos postes. Adoro essa beleza! Gente preta e pobre andarilhos brancos barbudos turistas sujos ébrios e loucos. Adoráveis vagabundos. Um com uma maça mão deve ter roubado, que não teria 50 Nuckelz para pagar por essa raridade alimentícia e que não sofreu má transgenia.

Crianças pedintes levando socos de burguesinhos vazios, cheios e latas de cerveja vazias e amassadas. Um deles calça uma Havaianas Air Pod, símbolo do Pós-Capitalismo uns 2.500 Nuckelz , vem-me logo a imagem eu em 85 com vergonha de usar Havaianas na escola.

Desço os subterrâneos Cinelandia outro mundo pantanoso cheio de árvores, onde existia o metro várias portinhas, onde em cada entrada é um ritmo diferente. Pessoas e luzes de neon quebradas sons de forró-techno, funk-sertanejo, samba-mix ou axé-classic. Polícia coçando e todas as tribos. Na escuridão do trilho após as árvores lismosas homens engravatados, alguns com olheiras, insones, a maioria vítima como eu de depressão pós-petróleo, arruinados tentando manter uma aparência limpa mesmo praticamente não havendo mais água nem para eu tomar, é... Ah! Esta parte do Rio já está bem abaixo do nível do oceano, só não está embaixo d´água vocês sabem as grandes barreiras ninguém sabe até quando agüentarão, bem, eles se revezam violando a proibição de contato físico pela Pandemia do HIV 5 fulminante aeróbico, tiram suas máscaras expondo escaras... Fazendo vorazmente vegetalfagia uns nos outros. 3 anos após perder Etiène, estou eu aqui novamente triste com a verdura na boca de um desconhecido de aliança no dedo. Termino... Há sangue nela e na boca do cara.

 
Não estou mais aqui, sinto o gosto na boca o sangue é o meu. Estou caído no centro da boemia do universo! Agora entendo. Um laser perdido da polícia me traspassou, um paraíba com jeito estranho me olha fixo pega meu Holo Skype data e hora somem, ele finge enxotar um gato preto e branco que lambe o meu sangue freneticamente.

Paro de respirar não vejo mais nada, só o desenho da praça de cima, os arcos onde passa a muralha d´água e homens em farrapos.

Autor – Tetsuo Takita

Quinta-feira, Agosto 19

por volta das 10:00am

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1o dia DOM 15/AGO eu deitado de camiseta velha rosa da taco porta fechada leiteira no fogao 2 bocas tv e vento desligados o gato branco dodói com a meia improvisada na cabeça pula sobre mim papéis no chao pouca entrada de luz

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2o dia QUA 18/AGO  eu um tanto quanto descabelado deitado de camiseta preta bordas azul claro quick silver suja com pelos do campeao porta aberta frigideira suja no fogao tv e vento desligado o gato come a raçao no pratinho amarelo curativos no chao nao há luz direta no meu quarto

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3o dia QUA 19/AGO virado na cama cabeça pro outro lado mascote deitado eu mesma camiseta preta de ontém anéis de sempre no “fugao” frigideira suja leiteira limpa tv and wind off 1 lenço em cima  pratinho quase vazio papel que soei o nariz no chao alcool por sobre a mesa de cabeceira e calendários mala encostada na parede escuridao

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4o dia QUA 20/AGO eu de camiseta azul clara Marília disse que é da Itália virado coberto até com a cabeça para o mesmo lado da noite anterior rolo de papel higenico em cima da mini TV desligada vento idem compu aberto bagunça mas falta o campeão o mascote foi levado pela Dra. Na noite anterior para ser tratado escuridão temporária

não se choque

nu viemos ao mundo e nu iremos

Kem sou eu

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rio de janeiro, rj, Brazil
xamanismo high-tech, produtor audio visual (ANCINE) e ator profissional. escreve sobre cinema www.itajaionline.com.br

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que bom te sentir

sentir sentir sentir ... não mais senti sem ti ...volta

Tetsuo posando de Modelo Vivo

Tetsuo posando de Modelo Vivo
Desenho de Paulo Meirelles